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maio 26, 2010

O passe perfeito: da favela para Milão

Nininho vai contra as estatísticas. Enquanto uma grande parcela dos meninos que crescem em meio ao tráfico acabam, eles próprios, fazendo parte dele, Nininho é um dos 8 atletas que representou o Brasil na sétima edição da Homeless World Cup, Copa do Mundo de Futebol Social em Milão. E ele não é o único. No mundo todo, a Homeless World Cup tem ajudado a transformar a vida de milhares de pessoas através da força e do encanto do futebol.

A grande campeã dessa edição, de 2009, foi a própria cidade de Milão. Porém, em um evento como esse, todos saem ganhando. Como reza o lema da Futebol Social, ganhar é virar o jogo. E para esses garotos, a possibilidade de uma efetiva transformação em suas vidas, através de algo que já lhes é uma paixão, é um sonho se tornando realidade, é virar o jogo, verdadeiramente.

Os números não deixam dúvidas. Uma pesquisa, de 2006, realizada apenas 6 meses após o evento, atesta o poder de transformação do qual o esporte é capaz quando aliado à mobilização de pessoas e entidades dispostas a empreender esforços para mudar vidas. Veja:

92% obtiveram nova motivação para a vida (342 jogadores)

72% jogam futebol regularmente – (268 jogadores)

89% melhoraram suas relações sociais (331 jogadores)

73% mudaram suas vidas para melhor (272 jogadores)

35% conseguiram emprego fixo (130 jogadores)

44% melhoraram as condições em casa (164 jogadores)

39% optaram por prosseguir com a educação (145 jogadores)

93 jogadores tiveram sucesso no tratamento do vício com álcool ou drogas

Em 2010, é a vez do Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Social. E, seja qual for o resultado, esses garotos, e todos os envolvidos, já são campões.

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