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junho 3, 2011

Olha o Futebol Social aí de novo!

2010 prometia. Nós do Futebol Social estávamos empolgadíssimos com a possibilidade de trazer ao Brasil a 8ª Homeless World Cup, a primeira vez nas América após rodar o mundo: Itália, Austrália, Suécia, África do Sul, Escócia, Dinamarca e Áustria. 64 seleções nacionais de todo o mundo em um grande movimento contra a pobreza através do futebol. Ano de Copa do Mundo da FIFA. Espírito olímpico. Eleições depois de 8 anos do governo Lula. Tinha tudo pra ser um grande acontecimento. Não é mesmo?

Não! Foi traumático. Quase uma tragédia! Em fevereiro, o Carnaval. Entre junho e julho, a Copa do Mundo. Em outubro, as eleições. Pura ingenuidade pensar que nosso evento, programado para setembro do mesmo, na única janela desocupada e imediatamente antes das eleições presidenciais, pudesse estar na agenda central do país.

Até poderia, mas definitivamente não estava. E então a gente se deu conta da encrenca que a gente tinha se metido. Na realidade, mesmo em situações normais de anos tranquilos a coisa não seria fácil. Uma arquitetura complicadíssima está por trás de um evento deste porte, incluindo a produção, a logística, a burocracia e suas licenças e mais licenças, questões políticas e inclusive diplomáticas, afinal, pessoas muitas vezes privadas de comer iriam cruzar o charco…

Justiça seja feita, a coisa já começou meio torta, se considerarmos que o  resultado do bid saiu em maio de 2009 e ele não estava tão amarradinho assim! Ilusão nossa acreditar que conseguiríamos vender o conceito do projeto, angariar patrocínio e resolver a burocracia em poucos meses.  Mas que dava pra fazer, dava. Podem nos acusar de ingênuos e mesmo incompetentes. Mas a loucura maior foi ter acreditado em promessas.

Daquelas concretas, olho no olho, ao vivo e a cores, de que o apoio seria total e tudo seria resolvido. E facilmente! Soltamos rojões. Os gringos também devem ter comemorado, coitados. Afinal, àquela época éramos uma nação quase olímpica e um espírito diferente reinava por aqui.

Dali em diante fica até difícil reconstruir o traçado: alianças desastrosas e decepcionantes parcerias nada renderam. Promessas se esvaíram e as portas apenas se entreabriram. Os que desde o início conosco caminharam caíram no mesmo conto do vigário (desculpa pessoal!). Parecia um pesadelo, mas algo maior não deixava a gente parar. E assim chegou a hora da coisa acontecer. Braços amigos arregaçaram suas mangas e em menos de 3 meses tudo se fez!

Parece piada né? E não é que o resultado foi bacana? Talvez não tenha tido a atenção que merecia. Mas quem viveu aquilo não esquece. 10 dias de pura emoção! Foram 55 seleções de todos os continentes do mundo para uma grande celebração do esporte, daquele futebol genuíno, que integra e transforma, que infelizmente não mais se vê por aí.

E apareceu muita gente também! A mídia veio, veio torcida, apareceram celebridades e autoridades. E os relatos foram muito positivos!! É uma festa bonita, quem sabe não volta um dia pro Brasil…mas aí o convite tem que ser sério, ou de gente séria, o que é mais recomendável.

Novamente, o que é importa é que a coisa aconteceu. E foi legal! O que passamos nos bastidores não importa. E os buracos que ficaram a gente rebola e reboca.

Obrigado a todos! Àqueles que não puderam estar a bordo, entendemos. Fica pra próxima!

De nossa parte, a crença de que fez parte de um processo de aprendizado que ainda refletirá lá na frente. Afinal, ganhar é virar o jogo!

E não é que estamos aqui novamente, rumo a Paris?

Quer dizer, assim esperamos…

Fé no Futebol Social minha gente.

Ganhar é virar o jogo!


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maio 26, 2010

O passe perfeito: da favela para Milão

Nininho vai contra as estatísticas. Enquanto uma grande parcela dos meninos que crescem em meio ao tráfico acabam, eles próprios, fazendo parte dele, Nininho é um dos 8 atletas que representou o Brasil na sétima edição da Homeless World Cup, Copa do Mundo de Futebol Social em Milão. E ele não é o único. No mundo todo, a Homeless World Cup tem ajudado a transformar a vida de milhares de pessoas através da força e do encanto do futebol.

A grande campeã dessa edição, de 2009, foi a própria cidade de Milão. Porém, em um evento como esse, todos saem ganhando. Como reza o lema da Futebol Social, ganhar é virar o jogo. E para esses garotos, a possibilidade de uma efetiva transformação em suas vidas, através de algo que já lhes é uma paixão, é um sonho se tornando realidade, é virar o jogo, verdadeiramente.

Os números não deixam dúvidas. Uma pesquisa, de 2006, realizada apenas 6 meses após o evento, atesta o poder de transformação do qual o esporte é capaz quando aliado à mobilização de pessoas e entidades dispostas a empreender esforços para mudar vidas. Veja:

92% obtiveram nova motivação para a vida (342 jogadores)

72% jogam futebol regularmente – (268 jogadores)

89% melhoraram suas relações sociais (331 jogadores)

73% mudaram suas vidas para melhor (272 jogadores)

35% conseguiram emprego fixo (130 jogadores)

44% melhoraram as condições em casa (164 jogadores)

39% optaram por prosseguir com a educação (145 jogadores)

93 jogadores tiveram sucesso no tratamento do vício com álcool ou drogas

Em 2010, é a vez do Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Social. E, seja qual for o resultado, esses garotos, e todos os envolvidos, já são campões.


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maio 27, 2010

Brasil: a bola da vez

2010 é o ano da Copa do Mundo do Futebol Social no Brasil. Se o Rio de Janeiro é a cidade maravilhosa, Copacabana será o palco perfeito para esse espetáculo que acontece entre 18 e 26 de setembro.

Entre seleções masculinas e femininas, a estimativa é que 64 nações participem do evento, contando inclusive com 16 times femininos. Os torneios regionais já estão acontecendo e em julho há a grande final, que define a seleção brasileira que representará nosso país.

A (Homeless World Cup) Copa do Mundo de Futebol Social é um evento de proporções globais que tem ajudado milhares de pessoas em situação de rua, risco social e outras formas de exclusão, a transformar suas vidas através da magia e da força do esporte.

Para que o evento aconteça no Brasil, estão sendo construídas três arenas, tendo a maior delas uma capacidade para até 5 mil espectadores. Além disso, mais de 2 mil pessoas entre atletas, voluntários, comissão, mídia e organizadores estarão envolvidas.

A Copa do Mundo de Futebol Social no Brasil, é a oportunidade perfeita para mostrar que é possível virar o jogo e transformar vidas, além de torcer por nosso país, que já entra em campo com uma história de vitórias e uma camisa a defender.

Nos vemos lá.


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